quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

INVESTIMENTO: Artistas conquistam R$ 1 milhão no orçamento da Secult



A base da mobilização foi o coletivo Reagentes Culturais, um movimento informal que reúne representantes de diferentes segmentos culturais em Roraima

Por Folha Web
Em 29/12/2016 às 00:21

A articulação dos segmentos artístico-culturais de Roraima junto à Assembleia Legislativa resultou no investimento de 1 milhão de reais no planejamento orçamentário da Secult para o próximo ano.

Os deputados Lenir Rodrigues e Evangelista Siqueira encamparam a iniciativa dos artistas e produtores culturais.

De acordo com o agente cultural Thiago Bríglia, o remanejamento de recursos aprovados por unanimidade na casa legislativa foi possível após os artistas e produtores culturais procurarem a comissão de cultura na ALE durante o processo de consolidação da Lei Orçamentária Estadual.


No final de outubro foi realizada uma audiência pública para debater os investimentos do setor. Foi quando se percebeu a necessidade de recursos para que os artistas e produtores dos distintos segmentos pudessem acessar por meio de editais.

“Pela primeira vez conseguimos nos mobilizar de forma organizada e continuada, participando das discussões do orçamento e propondo as pautas da cultura. O resultado foi essa conquista do orçamento da Secult. Agora teremos que nos reunir com a gestão para delinear as consolidações destes editais, pois certamente o governo irá sancionar essa emenda”, relatou Bríglia.

Segundo ele, a proposta é que o recurso seja dividido entre todos os segmentos que estão atuando de forma organizada.

“Nós solicitamos R$ 2,5 milhões que seriam o ideal para contemplar, de forma minimamente satisfatória, os mais de dez segmentos. De qualquer forma, sabemos que foi dado o primeiro passo para a consolidação de uma política cultural democrática e transparente para fomentar a produção e difusão artística em Roraima”, disse.

A base da mobilização foi o coletivo Reagentes Culturais, um movimento informal que reúne representantes de diferentes segmentos culturais em Roraima.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Audiovisual e política cultural prática

Éder Rodrigues*

A Associação Brasileira de Documentaristas e Curta Metragistas (ABD&C Curta Roraima) foi implantada em Roraima em 2004. De lá pra cá vem ocupando espaços importantes para proposição de projetos para desenvolver o cinema em Roraima.

A Rede Audiovisual de Roraima, movimento criado em 2015, também surge como um fórum de realizadores capaz de contribuir com o debate para formulação de políticas culturais destinadas ao segmento audiovisual. Juntas, as duas entidades fazem importante trabalho de mobilização e organização do cenário audiovisual no Estado.

Desta forma, o segmento vem crescendo, ganhando força e identificando uma demanda por mais formação em cinema, fomento e circulação de filmes produzidos por pessoas que moram no Estado. Muito estimula a categoria perceber o crescimento da produção independente e autoral. Cineastas, estudantes universitários e do ensino médio, publicitários, jornalistas e profissionais de diversos ramos da comunicação vêm produzindo obras diversificadas, revelando o Brasil do extremo norte, para além de rótulos socioculturais televisivos.

Bastidores do primeiro longa-metragem de Roraima, Remanescente das Sombras (2009), de Alex Pizano
O cinema e o vídeo permitem aos realizadores expressarem suas subjetividades, suas opiniões e leituras de mundo, apropriando-se das novas tecnologias digitais. Neste sentido, o curta-metragem serve como experimento de linguagem e a primeira experiência audiovisual para muitos apaixonados por cinema.

Mas, para que isso ocorra com mais efetividade, faz-se necessário o apoio estatal com financiamento local direto, além de qualificação e incentivo à captação de recursos em editais ou programas federais. É preciso pensar programas e projetos que favoreçam estas ações e não priorizar, por exemplo, a submissão de projetos ao marketing cultural de empresas privadas, como preceituam as leis de incentivo à cultura, sob o discurso retórico de renúncia fiscal.

Tal política exclui parte de um público que desenvolve ideias brilhantes, inovadoras, educativas, lúdicas, criativas e até revolucionárias que, no entanto (já temos histórico para isso), são desinteressantes para a “visão-reducionista-simplista-do-lucro-empresarial”, com raras exceções.

Necessário é o debate e a compreensão da riqueza da autoria e das novas subjetividades com as quais realizadores e outros artistas têm se destacado. Ao atender à demanda pelo estímulo à produção, todos ganhariam: o Estado, o sistema de ensino, o turismo, realizadores, público e a cultura regional.

Importante destacar que o movimento audiovisual em Roraima identificou cerca de 200 obras de curta, média e longa duração, produzidas de forma autoral no Estado. Com isso, temos um mapeamento do que está sendo produzido em Roraima. Esta construção se faz a partir do diálogo com realizadores locais, permitindo que o movimento audiovisual organize o perfil dos filmes produzidos, crie uma memória, assim como perceba as linguagens adotadas e o conteúdo trabalhado.


As informações estão divididas entre: 1) filmes produzidos a partir de oficinas e cursos; 2) obras autorais sem financiamento estatal e; 3) obras realizadas com financiamento. Os filmes de cunho “publicitário” ou “institucional” não entram neste processo. São inclusas na pesquisa, as obras de gênero ficção, documentário, animação e experimental, todas autorais produzidas desde os anos 80 até 2016. Há um longo trabalho ainda pela frente.  

Este trabalho visa, ao final do processo, valorizar a arte e os artistas locais. Novas ações de circulação e novos mercados também podem ser abertos com o reconhecimento desta produção e destes realizadores. O primeiro passo está sendo dado: organização do acervo fílmico com importante articulação coletiva.

* Jornalista, sociólogo, especialista em Marketing e Linguagem Audiovisual. Presidente da Associação Curta Roraima e membro da Rede Audiovisual de Roraima. Servidor da UFRR.

Para ler mais textos de Éder Rodrigues sobre políticas públicas para o audiovisual clique nos links abaixo:

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Da luz à ‘câmera, ação’: considerações sobre políticas públicas para o cinema de Roraima

A partir da análise feita no artigo científico "Da luz à ‘câmera, ação’: umaanálise das políticas públicas de fomento à produção cinematográfica de Roraima", feita em corpus composto por seis filmes, segundo registros, os únicos realizados em Roraima com recursos públicos, desde a criação do Estado, em 1988, até o presente momento, e à luz do entendimento de políticas públicas, segundo Saravia** (2006), pode-se afirmar que a política pública de todas as esferas (federal, estadual e municipal) para o cinema de Roraima é ainda incipiente. Sinais dessa incipiência são a interrupção do DOCTV Brasil, por Estado, e a demora na liberação dos recursos do Programa Amazônia Cultural que resultou na finalização do filme Fronteira em Combustão três anos após o lançamento do edital.

Fonte: https://br.pinterest.com/pin/513762269968428882/
Destaca-se que, dentre os analisados naquela investigação, o DOCTV foi o programa que produziu melhores resultados em Roraima, com três documentários finalizados entre 2005 e 2009.

O fato de a Lei Estadual de Incentivo à Cultura ter como resultado em 15 anos um único filme finalizado evidencia que o mecanismo é pouco adequado às demandas de produção cinematográfica local, ainda mais ao se considerar que este único filme levou cinco anos para ser finalizado, a contar do lançamento do edital.

Tal intervalo de tempo pode ser indício de que a burocracia do mecanismo desestimula a inscrição e dificulta a captação de recursos por projetos cinematográficos, incluindo-se aí a possibilidade de não aprovação do valor orçamentário total da proposta inscrita.

É preocupante que nenhuma prefeitura em Roraima tenha uma política de lançamento continuado de editais voltados ao audiovisual. Tal aspecto acentua ainda mais a alta concentração de projetos selecionados na capital, em detrimento da interiorização do investimento público na produção cinematográfica do Estado.

É ainda prematuro avaliar o impacto do edital da Prefeitura de Boa Vista, lançado em 2015. Contudo, de qualquer modo, vê-se, por si só, como positiva a sua existência, ainda que se acredite que tal iniciativa poderia ser implantada em anos anteriores.

Além disso, nota-se a produção cinematográfica local financiada por recursos públicos predominantemente documental, provavelmente reflexo do perfil de produção no Estado, que, de modo geral, tem realizado mais filmes do gênero documentário que ficcional. Ressalta-se que esse perfil tem ficado menos desproporcional nos últimos anos, com uma maior produção audiovisual de ficção.

Outra concentração que se percebe é a de seleção de proponentes dos projetos financiados, tendo metade da presente amostra (três filmes) o mesmo diretor, assim como todos os três filmes financiados inscritos por pessoa jurídica o foram pela mesma empresa produtora.

Até o momento, editais voltados à pessoa física parecem mais adequados à realidade local. Ainda que haja um equilíbrio na amostra entre contemplados pessoa física e pessoa jurídica, sendo metade para cada um desses perfis, os registros mostram que, enquanto dois dos quatro diretores seguiu na área do cinema, posteriormente ao edital em que foi contemplado, a empresa produtora não deu continuidade à sua produção cinematográfica.

A partir da constatação de que a maioria dos filmes produzidos em Roraima com recursos públicos foram selecionados em editais específicos de cinema, destaca-se a importância desses editais, criados para atender demandas próprias do segmento. Como exemplo, cita-se que todos os editais deste corpus específicos para o segmento cinematográfico oferecem formação em audiovisual aos diretores dos projetos selecionados e preveem a circulação dos filmes produzidos.

Ainda na defesa de editais específicos, argumenta-se que, quando o programa DOCTV deixou de fazer seleções por Estado, na versão nacional, e os projetos de todo o Brasil passaram a concorrer entre si, nas versões Ibero-América e CPLP, nenhum projeto de Roraima foi selecionado, daí em diante.

Destaca-se ainda que um único filme da amostra foi realizado com recursos de edital que exige contrapartida do proponente, o que mostra o baixo nível de profissionalização dos realizadores audiovisuais do Estado, pouco preparados para participar de editais mais exigentes, sem estrutura permanente para realização cinematográfica independente e com baixo poder de captação de recursos de outras fontes.

Por fim, defende-se a continuidade e/ou retomada e aprimoramento das iniciativas de fomento ao cinema aqui avaliadas. Vê-se também como primordial a oferta de formação dos realizadores de Roraima voltada à elaboração de projetos e outras formas de viabilizar suas produções, em paralelo com iniciativas outras, como editais públicos de financiamento de festivais de cinema local, efetivação de produtora pública em Roraima (Núcleo de Produção Digital), e implantação de cursos na área audiovisual, nos níveis técnico e superior.

** Segundo Saravia (2006, p. 29), política pública “é um sistema de decisões públicas que visa a ações ou omissões, preventivas ou corretivas, destinada a manter ou modificar a realidade de um ou vários setores da vida social, por meio da definição de objetivos e estratégias de atuação e da alocação dos recursos necessários para atingir os objetivos estabelecidos.” Entendendo-a como sistema, reforça-se que não se pode considerar como política pública uma ou mais ações isoladas.
*** Para ler mais textos sobre políticas públicas para o audiovisual clique nos links abaixo:
Audiovisual e política cultural prática

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Por mais imagem e som: museu, memória e futuro (parte 2)

Éder Rodrigues*

Compreender os processos e os agentes de socialização é atribuição das Ciências Sociais, atividade impossível de se realizar se não estiver atrelada a disciplinas como a Sociologia e a História. Com elas, é possível refletir sobre o espaço-tempo em que se dão os processos sociais. Da mesma forma, registros audiovisuais são importantes testemunhos e documentos de uma época. Instrumentos úteis para reflexão destes processos.

O arquiteto Darcy Romero Derenusson, ministrou a aula magna no segundo semestre de 2016 da Universidade Federal de Roraima (UFRR), tratando da construção do plano radial concêntrico da cidade de Boa Vista (RR), nos anos 40, sob o governo local do capitão Ene Garcez, na era Vargas. Na aula, o público fez uma viagem imaginária por meio das fotografias daquela época feitas pelo pai do arquiteto. Um acervo importante.


Antes disso, em 1924, o médico e geógrafo americano Alexander Hamilton Rice viajou para o extremo norte do Brasil trazendo um hidroavião e um barco a motor. Dentre inúmeras e belas fotografias aéreas, registrou o que seria a cidade de Boa Vista. Seu trabalho de pesquisa, como escrito no livro dele “Exploração na Guiana Portuguesa”, foi um dos motivos para se criar o Instituto de Geografia e Estatística da Universidade de Harvard (EUA). Um acervo importante.

Antes disso, o etnógrafo alemão Theodor Koch Grünberg, em 1911, quase duas décadas depois da criação do primeiro experimento cinematógrafo na França pelos irmãos Lumière, trouxe um exemplar do equipamento para o extremo norte do Brasil e filmou os índios locais. Muitas fotografias também foram feitas e algumas publicadas na obra seriada em três tomos “Do Roraima ao Orinoco”, que só chegou na versão portuguesa em 2006, pela Editora da UNESP. Um importante acervo fílmico e fotográfico.

Muito antes disso, de 1783 a 1792, o naturalista luso-brasileiro, Alexandre Rodrigues Ferreira e seus pintores, no estilo renascentista, registraram em telas aspectos sócio-ecológicos da região Amazônica, publicados nos tomos da obra “Viagem Filosófica”.

Para além desta “Amazônia Caribenha”, muitos outros personagens contribuíram com seus registros fotográficos e fílmicos por toda a Amazônia, sobretudo, na virada do século XIX para o XX. Dentre eles: Ermanno Stradelli, Albert Frisch, Walter Hunnewell, Felipe Augusto Fidanza, George Hüebner, Henri Anatole Coudreau, Marechal Rondon e, talvez, o que mais se destaca pela sua obra fílmica: Silvino Santos.

Tais registros estão espalhados em vários lugares do mundo, em centros culturais, bibliotecas públicas e privadas pelo Brasil. São mais que registros. São importantes documentos históricos que, acessados, contribuem para educar o olhar de estudantes e pesquisadores sobre esta região.

Os meios de comunicação são, sem dúvida, os agentes de socialização que mais ‘educam’ (além da família e escola) na contemporaneidade. Presentes em espaços públicos e privados, cinema, vídeo, televisão, fotografia, rádio, internet, telefones celulares e impressos são os meios mais eficazes e persuasivos da nossa sociedade ocidentalizada. A história é contada neles e por eles, assim como as opiniões são formadas a partir deles.

A pergunta que fazemos, portanto, é: como reunir este material, classificar, socializar e permitir um olhar múltiplo, plural e crítico? A importância da criação de espaços institucionais adequados à difusão deste conhecimento é latente em nosso estado. Nossa proposição, já exposta em textos anteriores, é a necessidade da implantação de um Museu da Imagem do Som, experiência exitosa de longas décadas no Brasil.

No entanto, pensar uma política para o patrimônio cultural, com vistas a manter a memória acessível a todos precisa estar na pauta dos gestores públicos e de profissionais e pesquisadores em uma dimensão interdisciplinar e pedagógica. Um futuro que necessita de conhecimento deste “passado” e, fundamentalmente, de ação no presente.



* Jornalista, sociólogo, especialista em Marketing e Linguagem Audiovisual. Presidente da Associação Curta Roraima e membro da Rede Audiovisual de Roraima. Servidor da UFRR.

Clique aqui para ler o artigo Por mais imagem e som: museu, memória e futuro (parte 1)

Clique aqui para ler outro texto de Éder Rodrigues.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Após mobilização da sociedade civil, Governo do Estado realiza #dialogaculturarr

Depois de a sociedade civil organizada mobilizar a Assembleia Legislativa de Roraima para a realização de audiência pública que, no dia 27 de outubro, discutiu formas de garantir recursos para o Fundo Estadual de Cultura (Funcultura), o Governo do Estado realizou o #dialogaculturarr, de 13 a 15 de dezembro, no Palácio da Cultura.

O #dialogaculturarr teve como objetivo promover uma conversa com os segmentos culturais, ouvir as demandas por ações e políticas públicas de cultura que contemplem a totalidade das manifestações e segmentos culturais de Roraima e debater o Sistema de Cultura e a implementação do Fundo de Cultura.

Foto: Ascom/Secult
Como resultado do #dialogaculturarr, está em processo de elaboração a Carta de Roraima, com a participação de um representante de cada segmento cultural.

Durante a audiência pública na Assembleia Legislativa, que reuniu mais de 70 pessoas, foi criada uma comissão de membros da sociedade civil responsáveis pelo acompanhamento da Lei Orçamentária Anual para a Secretaria de Estado da Cultura em 2017.

Convidada pela Assembleia Legislativa, a Secretária de Cultura, Selma Mulinari, não participou da audiência pública. Durante o #dialogaculturarr, Mulinari disse ter pedido desculpas ao vice-presidente da Comissão de Cultura da Assembleia, deputado Evangelista Siqueira, por não ter participado da audiência.

O #dialogaculturarr foi transmitido ao vivo pela Universidade Virtual de Roraima (Univirr). Os vídeos com o conteúdo das transmissões podem ser vistos nos links abaixo:




Dia 13/12 (noite): abertura




Dia 14/12 (manhã): palestras sobre Sistema Estadual de Cultural (Selma Mulinari) e Fundo de Cultura (Shiská Pereira)



Dia 14/12 (tarde): palestras sobre Cultura e Turismo (Ricardo Peixoto) e Economia da Cultura (Elena Fioretti) 




Dia 15/12 (manhã): encaminhamentos para os grupos de trabalho




Dia 15/12 (tarde): diagnóstico setorial e propostas por segmento


Para ler mais sobre a audiência pública na Assembleia Legislativa, clique aqui.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Carta aberta em favor da Cultura e dos Artistas do Estado de Roraima

A Sociedade Civil vem a público demonstrar seu profundo descontentamento com a falta de espaços públicos adequados ao dispor da sociedade, artistas e segmentos culturais para realizar, apresentar e acessar os trabalhos produzidos no Estado de Roraima.

https://www.change.org/p/secretaria-de-cultura-do-estado-de-roraima-carta-aberta-em-favor-da-cultura-e-dos-artistas-do-estado-de-roraima?recruiter=651242210&utm_source=share_petition&utm_medium=copylink
A classe artística roraimense enfrenta inúmeros obstáculos para produzir e apresentar seus trabalhos: o custo amazônico, as longas distâncias geográficas e a falta de fomento dificultam a circulação, o intercâmbio e a difusão da produção local.
É importante ressaltar a falta de uma política pública de financiamento à Cultura: o que temos são recursos provenientes da Lei 318/2001, de Incentivo à Cultura, a qual não atende todos os segmentos culturais existentes em Roraima e não dá conta de suas especificidades. Cabe aqui pontuar a dificuldade em encontrar um financiador para os projetos aprovados na referida lei, com o agravante de não dispormos de espaços públicos adequados para as apresentações.
Destacamos o descaso por parte do poder público com a manutenção dos espaços existentes no Estado e município, que integram o patrimônio artístico-cultural. São eles: o Teatro Carlos Gomes, o Museu Integrado de Roraima, a Casa de Cultura. Os prédios que estão em funcionamento estão em condições ruins ou inadequadas, como a Escola de Música, o Palácio da Cultura, o Parque Anauá e as praças de Boa Vista que possuem potencial para tornar-se um verdadeiro “Caldeirão Cultural”, porém enfrenta a burocracia do poder público. Não podemos esquecer o “grandioso” Teatro Municipal, que desde o inicio da sua construção ainda gera inúmeras dúvidas sobre a sua ocupação por artistas, grupos e coletivos.
A construção de políticas públicas para Cultura também passa pelo diálogo entre o poder público e a sociedade civil. Diante disso, cabe ao Estado e ao Município sanar e buscar soluções conjuntas para as problemáticas apresentadas.
O cenário que se verifica nos coloca em alerta e nos impulsiona a estar vigilantes frente ao descaso com que o poder público tem tratado os nossos importantes bens culturais e que poderiam estar à inteira disposição da sociedade.
Assine e compartilhe este abaixo-assinado clicando aqui.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Dialoga, Cultura!

Vai rolar o evento #dialogaculturarr, nos dias 13 e 14 de dezembro de 2016, no Palácio da Cultura, realizado pela Secult/RR.

O coletivo Reagentes Culturais foi convidado, assim como outras organizações também devem ter sido.

Vamos, é claro! Diálogo é bom e nós gostamos!

Assim, como, por diversas vezes, com todo prazer, convidamos e incluímos em nossos debates a Secretaria Estadual de Cultura, nos fizemos presentes em todas as oportunidades em que fomos convidados pela secretaria.

Estaremos lá novamente para reafirmar a necessidade de lançamento de editais públicos específicos para cada um dos segmentos culturais do Estado, de forma a garantir as especificidades desses setores.

E mais: para destacar a necessidade de espaços e momentos como esse, de diálogo e construção participativa das políticas públicas culturais.

Esperamos todos lá para uma boa conversa!

Dia 13 (terça-feira), às 20 horas, no Palácio da Cultura: abertura
Dia 14 (quarta-feira), durante todo o dia: discussões sobre as ações e políticas públicas de cultura
Realização: Secult/RR