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quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Boa Vista: podemos te dar um Conselho? (Parte 1)

O processo democrático de tomada de decisões está comprometido no Brasil. Gestores públicos deixam de fazer um trabalho mais transparente, mais participativo e mais efetivo quando não há participação das pessoas. 

Em contrapartida, aquelas que querem participar deste processo não encontram espaços para o debate. O resultado? O desgaste natural de todas as instituições de poder e o esvaziamento da confiança no âmbito, federal, estadual e municipal. 

Na cultura, artistas e agentes culturais têm nas mãos um instrumento eficaz na comunicação com o grande público, na educação, na formação da opinião pública, do debate democrático e no fortalecimento do sentimento de pertencimento de uma sociedade: a arte!

Por isso, sugerimos ao Executivo Municipal de Boa Vista (RR) que dê um passo histórico no fortalecimento da democracia, considerando a importância das instituições e a participação popular: a criação do Conselho Municipal de Cultura.  

Para demonstrar esta necessidade, vamos publicar uma série de artigos aqui, falando de uma cultura viva e pulsante que existe em Roraima. Paralelo a isso, vamos relatar ações que estão ocorrendo sem o mínimo de apoio ou atenção. No entanto, é aqui que está nossa força coletiva: no trabalho para formação de público, na resistência, na simpatia das pessoas e das famílias que apoiam muitos trabalhos realizados com recursos próprios ou com recursos de outras fontes, uma vez que não existem fundos para cultura local.

Vamos falar das culturas populares, de grupos de cultura e arte urbana, da capoeira, do nosso patrimônio imaterial e material, do cinema, literatura, música, artes visuais, teatro, dança e muito mais. Não temos a pretensão de dar respostas imediatas, mas de promover o debate na perspectiva da diversidade, de mostrar dados desta pluralidade cultural e de aprofundar nossas raízes.

Gosta de arte e cultura? Venha fazer parte desta luta!

#LutopelaculturaRR

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quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Cultura em Boa Vista: agora é que são elas

A Comissão de Articulação e Acompanhamento das Políticas Públicas para a Cultura esteve reunida com o superintendente de Cultura da
Fundação de Educação, Turismo, Esporte e Cultura de Boa Vista (FETEC), Enos Almeida, na quarta-feira, 4 de outubro de 2017. Representantes do Fórum de Dança também entraram na roda.

 A reunião é um marco de um momento novo de consciência política, união e proposição de pauta de políticas culturais na capital, pela sociedade civil organizada. Na oportunidade, os militantes da cultura apresentaram as seguintes demandas:

1) necessidade de criação do Conselho e do Fundo Municipal de Cultura;

2) necessidade de construção da política pública de cultura, com diálogo entre a PMBV e a sociedade civil, em momentos como a audiência pública sobre políticas culturais e o debate da Lei Orçamentária Anual (LOA), na Câmara Municipal;

3) críticas ao fazer histórico da política de cultura municipal limitada aos carnavais, arraiais e natais.

Mesmo com a lentidão dos processos burocráticos do serviço público, o superintendente destacou conquistas na FETEC como:

a) aquisições de equipamentos para o Teatro Municipal e a intenção de inauguração ainda neste ano, com o fim de servir de espaço para construção de calendário para ocupação;

b) elaboração de editais, previstos para novembro, em diálogo com o MINC, no valor de R$ 25 mil, para atender aos segmentos de teatro e música de raiz. Segundo Enos Almeida, a liberação do recurso depende do Ministério da Cultura;

c) o superintendente garantiu que no dia 18 de outubro deste ano colocará na pauta com a prefeita Teresa Surita e equipe, durante reunião mensal de gestão da PMBV, a necessidade  de avançar com a criação do Conselho Municipal de Cultura, item inserido no plano de trabalho da prefeitura, ainda que não tenha sido prometido na campanha eleitoral;

d) com a alteração no regimento da FETEC, em setembro de 2016, agora a fundação pode formalizar  convênios para serem aplicados na cultura e pleitear verbas de outras fontes, como Agência Nacional do Cinema (Ancine).

#LutopelaculturaRR

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terça-feira, 3 de outubro de 2017

Audiência pública na CMBV vai discutir políticas de cultura em Boa Vista

Uma audiência pública na Câmara Municipal vai discutir políticas de cultura em Boa Vista. Nesta terça-feira, 3 de outubro de 2017, os vereadores aprovaram requerimento que solicitava a realização da audiência.

O requerimento foi encaminhado à Mesa Diretora pelos vereadores Renato Queiroz, Linoberg Almeida e Marcelo Lopes, em atendimento à demanda apresentada, por meio de carta, pela sociedade civil organizada. A carta foi entregue no dia 29 de setembro deste ano, durante a Audiência Pública sobre o Plano Plurianual (PPA) de Boa Vista, realizada na Câmara Municipal.

Deverão ser convidados para a audiência a Fundação de Educação, Turismo, Esporte e Cultura de Boa Vista (FETEC), o Conselho Estadual de Cultura, entidades civis e a população em geral.

Na carta, os segmentos artístico-culturais também solicitam: 1) apoio dos vereadores a todas as emendas destinadas à cultura; 2) que os recursos sejam destinados via editais, em discussões com os segmentos; 3) criação do Conselho e do Fundo Municipal de Cultura.

sábado, 30 de setembro de 2017

Planejamento orçamentário: não deixaremos a cultura de fora


A cultura não pode ficar de fora do plano de nenhum município ou Estado. Por isso, representantes da sociedade civil dos segmentos artístico-culturais participaram da Audiência Pública sobre o Plano Plurianual (PPA) de Boa Vista, realizada na Câmara Municipal, na sexta-feira, 29 de setembro de 2017.

 
Entre os presentes estavam representantes dos segmentos do Audiovisual (Luiz Cláudio Duarte e Thiago Bríglia), das Artes Cênicas (Orlando Moreno e Wilkinson Oliveira), da Música (Magdiel Lopes) e de Culturas Populares e Tradicionais (Joel, Paula e Catarina Ribeiro) e integrantes da Comissão de Articulação e Monitoramento das Políticas Públicas para a Cultura.

Objetivos e assertivos, os representantes da cultura destacaram a falta de diálogo do município com o movimento cultural. O Fórum de Artes Cênicas, por exemplo, solicitou audiência à prefeitura, por três vezes, e, até o momento, não foi atendido, com a justificativa de que não há disponibilidade na agenda.

Os segmentos artístico-culturais formalizaram ainda na câmara municipal carta em que solicitam audiência sobre políticas públicas de cultura em Boa Vista. A partir do documento, três vereadores encaminharam à Mesa Diretora da CMBV requerimento para que seja realizada a audiência pública. O requerimento foi assinado pelos vereadores Renato Queiroz, Linoberg Almeida e Marcelo Lopes.

Também foram solicitados pelos segmentos culturais: 1) apoio dos vereadores a todas as emendas destinadas à cultura; 2) que os recursos sejam destinados via editais, em discussões com os segmentos; 3) criação do Conselho e do Fundo Municipal de Cultura.

 “Hoje fizemos história em Boa Vista. Um vereador comentou que estávamos para o diálogo, para a construção. É exatamente esse nosso papel. Penso que abrimos um caminho de parcerias no Legislativo Municipal”, relatou Catarina Ribeiro. “Nossas bandeiras partidárias e preferências pessoais não fazem parte de nossa metodologia de ação. Precisamos pautar o Executivo de forma qualificada.  Lembrando que sempre precisamos de todos. Foco nas nossas convergências: políticas públicas para Cultura com a participação cidadã de quem faz acontecer!”



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quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Prefeitura de Boa Vista dá uma de Santader Cultural e cancela exposição

Depois de o Santader Cultural cancelar a exposição Queermuseu: Cartografias da Diferença na Arte Brasileira, em Porto Alegre (RS), agora foi a vez de Boa Vista. Por aqui, a Prefeitura cancelou a exposição fotográfica Simulacros, de Adilson Brilhante, até então, prevista para ser aberta hoje, 13 de setembro, na Intendência, onde ficaria até o fim do mês.
Nossa equipe procurou a Prefeitura e recebeu como resposta, por meio de nota da Secretaria Municipal de Comunicação, a alegação atribuída à Fetec de que a Intendência é um Centro de Atendimento ao Turista, com entrada livre a toda população, não sendo possível controlar a entrada de pessoas por faixa etária. A nota ressaltou que a Fundação de Educação, Turismo, Esporte e Cultura não faz parte da organização do evento.

A classificação indicativa da exposição é 16 anos. A nota não esclarece por que a exposição não foi transferida para outro espaço da Prefeitura onde fosse possível controlar o acesso. Em entrevista ao G1, Adilson Brilhante disse que a exposição cancelada tem as mesmas fotos exibidas há quatro anos no Centro Multicultural da Orla Taumanan, também da Prefeitura. A nota também não explicou por que a instituição permitiu que a exposição fosse instalada, se o espaço era inadequado, como alega a nota.


A exposição é promovida pela Associação Roraimense de Fotografia (aFOTOrr). “Simulacros é um retalho da loucura humana. É o mergulho não tão fundo que afogue o entendimento e não tão raso que pareça frivolidade”, descreve o fotógrafo Adilson Brilhante.

Segundo apuração feita pela nossa equipe, a Prefeitura avisou por telefone a associação sobre o cancelamento, na véspera da abertura da exposição, depois de todo o trabalho de montagem pronto.

A decisão da Prefeitura foi recebida como censura pelos artistas e produtores culturais. A exposição foi transferida para o hall do Bloco I da Universidade Federal de Roraima, com o apoio do curso de Artes Visuais da UFRR, e aberta no dia 13 de setembro.


#LutopelaculturaRR

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